domingo, 8 de dezembro de 2013

Audiodescrição do quadro "Capoeira"


http://www.iguale.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/08/Faixa4_Capoeira4.mp3

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento da pessoa com deficiência visual, logo, ela deve fazer parte do cotidiano da escola pois poderá ampliar a aprendizagem dessas pessoas. Um exemplo de atividade que pode ser proposta com o uso da audiodescrição é a releitura de telas para incentivar o potencial artístico do aluno.

sábado, 30 de novembro de 2013



Curta metragem "Vida Maria" com audiodescrição


Sinopse: O curta mostra Maria José, uma menina de 5 anos de idade que é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos e envelhece. O curta mostra a repetição de um ciclo que se repete entre as gerações nordestinas. É muito importante que todas as formas de arte estejam acessíveis a todos, principalmente quando trata-se de uma obra tão rica quanto essa.

sábado, 19 de outubro de 2013

Atividades que favorecem o desenvolvimento da criança com DI

Blocos lógicos



Os blocos lógicos constituem-se de uma caixa com 48 peças considerando os seguintes atributos:
1.    Quatro figuras geométricas (círculos, quadrados, triângulos e retângulos);
2.    Três cores (amarelo, azul e vermelho);
3.    Dois tamanhos (grande e pequeno);
4.    Duas espessuras (fino e grosso).
Os blocos lógicos foram criados na década de 50 pelo húngaro Zoltan Paul Dienes. Seu uso é importantíssimo na educação infantil uma vez que ele dá a criança idéias das primeiras operações lógicas como: seriação, classificação e correspondência. Além disso, o material exercita a lógica e fornece elementos para que a criança evolua para o raciocínio abstrato. É um material interessante uma vez que o seu caráter lúdico prende a atenção da criança fazendo com que ela se engaje na resolução de um determinado problema.

Várias são as possibilidades de trabalho com os blocos lógicos. Segue abaixo duas sugestões:

TRILHA DA SEQUÊNCIA LÓGICA.
Os alunos são distribuídos em círculo na sala. Cada um recebe uma quantidade de peças do material. A professora coloca uma peça no chão e pede que determinado aluno continue a seqüência. A cada peça colocada o aluno deverá explicar o porquê dela. A professora pode fazer questionamentos: Por que você colocou essa peça? Qual a relação com a peça anterior? É a cor? A espessura? O tamanho? A forma?

 JOGO DA CLASSIFICAÇÃO 

Apresentar um quadro às crianças para que classifiquem os blocos. Criar junto com os alunos os atributos que serão dados para os tipos de blocos existentes. Exemplos: a) as quatro formas: círculo, quadrado, retângulo e triângulo b) as duas espessuras: grosso e fino c) os dois tamanhos: pequeno e grande d) as cores: amarelo, azul e vermelho Fazer em cartolina um quadro. Escolher alguns atributos e pedir aos alunos que separem os blocos de acordo com os atributos escolhidos. Primeiramente, escolher apenas um atributo (quadrada). Exemplo: separar apenas as peças quadradas. Depois, ir acrescentando atributos (vermelha, fina, pequena). Os alunos irão completar o quadro com a peça quadrada, pequena, fina e vermelha.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

18/08/2013 - 02h00

Pais de crianças autistas divergem sobre educação especial

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JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO

Familiares de pessoas com autismo estão organizando, para daqui a duas semanas, um grande ato, em Brasília, para pressionar o governo pelo direito de educarem seus filhos em casa ou em instituições específicas.


O movimento encontra resistência dentro do próprio universo de pais com filhos autistas. Há associações que defendem que o caminho para a maior socialização é por meio da educação regular.




A divisão veio à tona após a presidente Dilma vetar, na lei que iguala direitos de autistas aos de demais pessoas com deficiência, trecho que deixava aberta a possibilidade de a educação do grupo ser realizada de acordo com necessidades específicas.


"O autismo se manifesta em diferentes graus, o que vai gerar demandas diferentes. Não é possível tratar tudo na mesma normativa", diz Berenice Piana, mãe de um jovem com autismo e uma das principais responsáveis pela aprovação da lei.


Entre as alegações dos que apoiam a educação segmentada estão a exposição dos filhos ao bullying, a falta de estrutura e capacitação de professores nas escolas regulares e a imprevisibilidade das ações das crianças, que podem inclusive ser violentas, dentro da sala de aula.


Apaes em todo o país dão fôlego ao pleito de quem defende a educação especial. A instituição é a mais tradicional do país no trato com pessoas com deficiência intelectual tanto em aspectos educacionais como em terapias.


RECURSOS


Pelo Plano Nacional de Educação, em avaliação no Congresso, instituição nenhuma poderá, a partir de 2016, receber recursos públicos para fornecer ensino exclusivo a grupos com deficiência como autistas, downs ou paralisados cerebrais, como no caso das Apaes.


"O mundo moderno exige toda criança na escola e o governo investiu em leis e procedimentos que levassem o país a esse patamar. Se a criança não puder ir à escola por motivos médicos sérios, a escola deve ir à criança", afirma o psicólogo Manuel Vazquez Gil.


Ele tem um filho com autismo em grau severo e que estuda no ensino regular.


O MEC (Ministério da Educação) defende que é inconstitucional a manutenção das escolas especiais, uma vez que o Brasil é signatário de convenção internacional que determina a educação inclusiva, fornecendo os governos as condições para isso.


"Os pais precisam ter o direito de escolha de onde querem educar seus filhos. Eles são os melhores especialistas, vivem o problema no dia a dia", declara Piana.


Na política de educação inclusiva do MEC estão previstas ações "intersetoriais" para atender os casos mais graves de pessoas com deficiência na escola, que envolvem auxílio de acompanhantes, atenção à saúde e ensino complementar.


Os contrários à obrigatoriedade do ensino regular afirmam que, na vida prática, a educação inclusiva não tem efeito para pessoas com autismo em grau severo, que não aprendem à contento e na escola ficam longe de cuidados da família ou de profissionais habilitados.


A secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Linamara Battistella, avalia que o debate em torno da educação de autistas não pode ser generalizado e precisa de mais espaço.


"O conceito da educação inclusiva é para o que trabalhamos, mas é preciso particularizar o que exige um cuidado diferenciado. Em caso de autistas com grave dependência, talvez a escola convencional não seja o melhor lugar."


Já a secretária municipal da mesma pasta, Marianne Pinotti, defende que a escola regular crie condições, com a ajuda dos pais e de especialistas, para o atendimento de qualquer criança, de acordo com suas necessidades.

sábado, 7 de setembro de 2013

Recurso de tecnologia assistiva

Tesoura mola:www.assistiva.mct.gov.br


Tesoura adaptada

A tesoura mola é um recurso de tecnologia assistiva de baixo custo. Ela pode ser confeccionada em sala ou pode ser adquirida em empresas que trabalhem com recursos  de tecnologia assistiva. Tem como finalidade trabalhar a preensão, dificuldade de graduação da força e ampliar a coordenação motora fina, esta essencial para o uso do lápis. De inicio, durante as atividades de recortes, a criança sentirá uma certa dificuldade que deverá ir diminuindo com o tempo de uso.

domingo, 4 de agosto de 2013

O papel do professor do AEE

O principal objetivo do AEE é propiciar ao aluno com necessidades especiais situações de aprendizagem que minimizem suas dificuldades na sala de aula comum, ou seja, nesse espaço o professor deverá criar estratégias para que haja um crescimento de potencialidades que o habilite a participar das atividades em classe regular com certa autonomia.

 O público alvo das SRMs (pessoas com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades ou superdotação.), precisa de tratamento específico, de acordo com suas necessidades e uso de tecnologias apropriadas. Para tanto o professor que atua com esses sujeitos precisa ter alguns requisitos: formação acadêmica especificada em lei que o prepare para lidar com as demandas do aluno com necessidade especial, a busca durante sua vida profissional por formação continuada e algo que considero fundamental, a disposição para lidar com o diferente, pois muitas pessoas ainda precisam se libertar de alguns preconceitos, entre eles a aversão que  tem com o sujeito que apresenta alguma deficiência. 

 O profissional que atua no AEE não é especialista em apenas uma deficiência, ele precisa estar preparado para lidar com uma série de atribuições que vão desde atender deficiências diversas até a elaboração de planos de ações que atendam a demandas especificas. Além do atendimento aos alunos o professor também precisa estabelecer parcerias entre a SRM, a sala regular, a família e outros profissionais que possam atuar em prol do desenvolvimento dos indivíduos público alvo do AEE. 

 Cada aluno que freqüenta a sala de AEE é único, portanto precisa ser tratado como tal. Para conhecer de forma mais aprofundado cada um, o professor precisa realizar um estudo de caso para cada aluno. O objetivo desse estudo é coletar, nos diversos meios freqüentados por ele, dados o mais preciso possível, que possam fornecer informações acerca do convívio social, dificuldades e potencialidades que ele apresenta. 

 Ao término dessa etapa, de posse dos dados obtidos no estudo de caso, o professor deve elaborar um plano individual no qual propõe atividades especificas e o tempo previsto para que elas sejam aplicadas. O planejamento deve estar sempre sendo avaliado para verificar se os objetivos propostos estão sendo alcançados ou se o plano precisa ser revisto e novas estratégias traçadas.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Déficit de atenção

Postado em: 20 mai 2013 às 19:28

Como é que a epidemia do Déficit de Atenção, que tornou-se firmemente estabelecida em vários países do mundo, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
déficit atenção crianças
Déficit de Atenção em crianças francesas é inferior a 0,5% (Foto: Ilustração)
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.
Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.
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Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.
Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.
A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.
E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.
A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre – que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.
Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.
Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.
Marilyn Wedge, em Psichology Today Tradução: Equilibrando

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Coletânea: Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar.

Olá a todos e a todas!

No site da SECADI vocês podem encontrar a coletanea completa que trata da Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar.
 Para encontrar o material sigam os seguintes passos:
  • Localize SECADI entre as SECRETARIAS listadas no lado direito do portal;
  • Clique no botão PUBLICAÇÕES;
  • Clique no link EDUCAÇÂO ESPECIAL. Você encontrará vários materiais disponiveis para pesquisa.

Consultem a vontade!

Vídeos


Recomendo a todos assistirem aos vídeos acima:
 
Help Desk 

O vídeo mostra a dificuldade que as pessoas tem diante do novo. De forma bem humorada o autor exibe a iniciação de um homem a uma nova tecnologia, um livro e a realizar coisas simples como abri-lo, mudar de página e fechá-lo. Fazendo um paralelo com os dias de hoje, é assim que um grande número de pessoas se sente diante das novas tecnologias. Para muitos colegas de profissão um computador é algo completamente desconhecido. Atualmente, as pessoas sentem muito medo e dificuldade diante dessas novas ferramentas. Esse medo na maioria das vezes é causado pela dificuldade de promover mudanças, pois elas sempre assustam. Porém esse medo/ resistência precisa ser quebrado, uma vez que a tecnologia se desenvolve a passos assustadores e quem não estiver “antenado” será deixado para trás, perderá o bonde da história e será considerado um profissional obsoleto.


Rafinha 2.0

A globalização promove integração entre os diversos paises do mundo e as tecnologias são fundamentais nesse processo. São elas que facilitam a conectividade e a troca de informações entre as pessoas. No mundo tecnológico muitos são os pontos positivos, mas um dos mais interessantes é a possibilidades dos sujeitos saíram de uma posição de consumidores e tornarem-se produtores de conhecimento, ele não só consome o que é produzido, ele também é autor, tem a possibilidade de produzir, de mostrar ao mundo outras possibilidades, outros pontos de vista, outros lugares, outras maneiras de viver. O sujeito é quem decide o que é importante para ele, é ele quem elege o que mais lhe agrada. Um exemplo disso são os vídeos no you tube que se tornam fenômenos de acessos: como o do cantor Sul Coreano Psi, os vídeos com denuncias e tantos outros disponíveis e que são verdadeiros fenômenos na internet. As redes sociais usadas por muitos para socializar coisas fúteis, também funciona como uma via para denunciar coisas absurdas, para promover coisas interessantes. Realmente é muito difícil pensar o mundo de hoje sem essas possibilidades. O vídeo Rafinha 2.0 mostra tudo isso e como a nova geração está “antenada” com as novas tecnologias. O que para algumas pessoas pode ser um bicho de sete cabeças para o jovem contemporâneo é algo comum, simples, perfeitamente normal e sem a qual eles não poderiam imaginar o mundo. Porém, essas vantagens ainda não estão totalmente integradas na educação, que insiste em manter o modelo tradicional. Quando a escola tem a infra-estrutura tecnológica o professor não está preparado ou quando o professor está preparado ele não conta com infra-estrutura. Nesse impasse a escola fica pra trás e torna-se não atrativa para a nova geração que está muito a frente (em termos de uso de tecnologias) do que o poder público imagina para educação. 


terça-feira, 21 de maio de 2013

Texto: Reflexões acerca do EAD


Salvador, 28 de abril de 2013 

Vera Lúcia da Cruz Barbosa 



Reflexões acerca do EAD 


O avanço tecnológico tem facilitado cada vez mais a vida das pessoas. Na educação não poderia ser diferente, ela invadiu todos os espaços educacionais, inclusive possibilitando a promoção de cursos on-line. Segundo Moran “educação on-line são ações que facilitam o processo ensino aprendizagem através de meios telemáticos.” Em uma sociedade onde está cada vez mais difícil encontrar tempo para desenvolver atividades em horários fixos e determinados os cursos on-line trazem entre as suas vantagens a possibilidade de flexibilização de espaço e tempo, hoje, tão desejado por todos. 



A princípio tinha alguns preconceitos com relação a essa modalidade, achava que a coisa corria solta e todos faziam o que bem queriam. Na prática vi que é diferente, existe toda uma preocupação em tornar sério o processo EAD. Percebi que o cursista é o principal responsável pela construção do conhecimento, está em suas mãos a possibilidade de aprender ou não. O cursista que não leva a sério o curso na modalidade EAD também não vai levar a sério um curso presencial. 



No meu caso em específico, essa modalidade tem me beneficiado bastante uma vez que no momento não tenho tempo disponível para me inscrever em um curso presencial, quero conhecer esse modelo EAD e gosto de organizar o meu tempo de acordo com as minhas atividades diárias. Gosto muito desse ponto e o considero como muito forte. Porém, o curso por ser on-line deixa a desejar em algo que considero essencial, a troca presencial entre pares, penso que nada substitue o olho no olho. O aluno de um curso EAD perde bastante em interação social, acaba se tornando solitário em sua produção. 



Penso que a maneira de tentar minimizar esse ponto negativo e não gerar uma desmotivação é fortalecendo os laços entre todos os envolvidos no processo e tornar o ambiente virtual um espaço vivo e de interação constante. Apoiando, só assim ficaremos motivados até o final e não sentiremos tantas dificuldades.