A deficiência
múltipla é a condição na qual uma pessoa é acometida por duas ou mais deficiências.
De acordo com Ikonomidis, ela pode ser de ordem física, sensorial, mental, emocional
e de comportamento social. Já a surdocegueira é uma condição na qual a pessoa é
acometida por limitações, em graus diversos no campo visual e auditivo. A surdocegueira
pode ser congênita, quando a pessoa já nasce com a deficiência ou adquirida,
quando a pessoa nasce ouvinte, vidente, surda ou cega e adquire a surdocegueira
Enquanto a surdocegueira é considerada uma deficiência única e está diretamente
associada a cegueira e surdez a deficiência múltipla pode variar, uma vez que
ela pode associar diversas deficiências como por exemplo paralisia cerebral e deficiência
intelectual. Ou seja, são “associações diversas
de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento
individual e o relacionamento social.” MEC – /SEESP, 2002.
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Tanto ao pessoas com DMU como as pessoas
com surdocegueira apresentam necessidades básicas que precisam ser
garantidas, entre elas: desenvolvimento do esquema corporal, desenvolvimento de
autonomia em deslocamentos e movimentos, aperfeiçoamento
das coordenações viso motora, motora global e fina, desenvolvimento da força
muscular e também o desenvolvimento de estratégias que venham a estabelecer
um canal de comunicação entre deficientes e demais. No que se refere a
comunicação de DMUs e surdocegos é necessário que cada caso em
específico seja analisado dependendo do tipo e grau do comprometimento. Mas
algumas técnicas espécificas para surdocegos podem ser sugeridas como: “mão
sobre mão e mão sob mão” como estratégias de intervenção para o
estabelecimento da comunicação. Tanto em um caso como em outro é necessário
que a estimulação ocorra bem cedo para que quando jovem ou adulto o
deficiente desenvolva comportamentos adequados a comunicação.
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