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sexta-feira, 24 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Déficit de atenção
Por que as crianças francesas não têm Déficit de Atenção?
Postado em: 20 mai 2013 às 19:28
Como é que a epidemia do Déficit de Atenção, que tornou-se firmemente estabelecida em vários países do mundo, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.
Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.
Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.
Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.
A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.
E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.
A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre – que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.
Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.
Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.
Marilyn Wedge, em Psichology Today Tradução: Equilibrando
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Coletânea: Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar.
Olá a todos e a todas!
No site da SECADI vocês podem encontrar a coletanea completa que trata da Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar.
Para encontrar o material sigam os seguintes passos:
Consultem a vontade!
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Para encontrar o material sigam os seguintes passos:
- Localize SECADI entre as SECRETARIAS listadas no lado direito do portal;
- Clique no botão PUBLICAÇÕES;
- Clique no link EDUCAÇÂO ESPECIAL. Você encontrará vários materiais disponiveis para pesquisa.
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Vídeos
Recomendo a todos assistirem aos vídeos acima:
Help Desk
O vídeo mostra a dificuldade que as pessoas tem diante do novo. De forma bem humorada o autor exibe a iniciação de um homem a uma nova tecnologia, um livro e a realizar coisas simples como abri-lo, mudar de página e fechá-lo. Fazendo um paralelo com os dias de hoje, é assim que um grande número de pessoas se sente diante das novas tecnologias. Para muitos colegas de profissão um computador é algo completamente desconhecido. Atualmente, as pessoas sentem muito medo e dificuldade diante dessas novas ferramentas. Esse medo na maioria das vezes é causado pela dificuldade de promover mudanças, pois elas sempre assustam. Porém esse medo/ resistência precisa ser quebrado, uma vez que a tecnologia se desenvolve a passos assustadores e quem não estiver “antenado” será deixado para trás, perderá o bonde da história e será considerado um profissional obsoleto.
Rafinha 2.0
A globalização promove integração entre os diversos paises do mundo e as tecnologias são fundamentais nesse processo. São elas que facilitam a conectividade e a troca de informações entre as pessoas. No mundo tecnológico muitos são os pontos positivos, mas um dos mais interessantes é a possibilidades dos sujeitos saíram de uma posição de consumidores e tornarem-se produtores de conhecimento, ele não só consome o que é produzido, ele também é autor, tem a possibilidade de produzir, de mostrar ao mundo outras possibilidades, outros pontos de vista, outros lugares, outras maneiras de viver. O sujeito é quem decide o que é importante para ele, é ele quem elege o que mais lhe agrada. Um exemplo disso são os vídeos no you tube que se tornam fenômenos de acessos: como o do cantor Sul Coreano Psi, os vídeos com denuncias e tantos outros disponíveis e que são verdadeiros fenômenos na internet. As redes sociais usadas por muitos para socializar coisas fúteis, também funciona como uma via para denunciar coisas absurdas, para promover coisas interessantes. Realmente é muito difícil pensar o mundo de hoje sem essas possibilidades. O vídeo Rafinha 2.0 mostra tudo isso e como a nova geração está “antenada” com as novas tecnologias. O que para algumas pessoas pode ser um bicho de sete cabeças para o jovem contemporâneo é algo comum, simples, perfeitamente normal e sem a qual eles não poderiam imaginar o mundo. Porém, essas vantagens ainda não estão totalmente integradas na educação, que insiste em manter o modelo tradicional. Quando a escola tem a infra-estrutura tecnológica o professor não está preparado ou quando o professor está preparado ele não conta com infra-estrutura. Nesse impasse a escola fica pra trás e torna-se não atrativa para a nova geração que está muito a frente (em termos de uso de tecnologias) do que o poder público imagina para educação.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Texto: Reflexões acerca do EAD
Salvador, 28 de abril de 2013
Vera Lúcia da Cruz Barbosa
Reflexões acerca do EAD
O avanço tecnológico tem facilitado cada vez mais a vida das pessoas. Na educação não poderia ser diferente, ela invadiu todos os espaços educacionais, inclusive possibilitando a promoção de cursos on-line. Segundo Moran “educação on-line são ações que facilitam o processo ensino aprendizagem através de meios telemáticos.” Em uma sociedade onde está cada vez mais difícil encontrar tempo para desenvolver atividades em horários fixos e determinados os cursos on-line trazem entre as suas vantagens a possibilidade de flexibilização de espaço e tempo, hoje, tão desejado por todos.
A princípio tinha alguns preconceitos com relação a essa modalidade, achava que a coisa corria solta e todos faziam o que bem queriam. Na prática vi que é diferente, existe toda uma preocupação em tornar sério o processo EAD. Percebi que o cursista é o principal responsável pela construção do conhecimento, está em suas mãos a possibilidade de aprender ou não. O cursista que não leva a sério o curso na modalidade EAD também não vai levar a sério um curso presencial.
No meu caso em específico, essa modalidade tem me beneficiado bastante uma vez que no momento não tenho tempo disponível para me inscrever em um curso presencial, quero conhecer esse modelo EAD e gosto de organizar o meu tempo de acordo com as minhas atividades diárias. Gosto muito desse ponto e o considero como muito forte. Porém, o curso por ser on-line deixa a desejar em algo que considero essencial, a troca presencial entre pares, penso que nada substitue o olho no olho. O aluno de um curso EAD perde bastante em interação social, acaba se tornando solitário em sua produção.
Penso que a maneira de tentar minimizar esse ponto negativo e não gerar uma desmotivação é fortalecendo os laços entre todos os envolvidos no processo e tornar o ambiente virtual um espaço vivo e de interação constante. Apoiando, só assim ficaremos motivados até o final e não sentiremos tantas dificuldades.
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